Su & Je

As aventuras de uma família de imigrantes vivendo no Canadá

Viajando de avião com um bebê

Posted by Jeison em 10 de novembro de 2012


Pessoal,

Como sabem, acabamos de voltar de uma viagem ao Brasil, onde basicamente fomos resolver alguns assuntos pendentes e mostrar nossa bebê que nasceu aqui, Brigitte de apenas 4 meses.

Passamos por dois momentos diferentes, na ida, saímos de Quebec com um atraso no voo de duas horas num aviãozinho bimotor à hélice que tremia tanto que tínhamos a sensação de estarmos dentro de um liquidificador. Depois de mais um atraso em Toronto, pegamos um 777 rumo à São Paulo. Na volta as coisas foram um pouco mais tranquilas, não tivemos atrasos nos vôos, mas em compensação perdemos a conexão em Toronto.

Bom, como de costume, vou entrar nos detalhes… hehehe…

Viajar com um bebê não é nada complicado, nosso único mal momento, foi na ida mesmo… Tentei fazer as coisas com bastante antecedência para evitar problemas, mas não deu muito certo não. Chegamos cedo ao aeroporto, pegamos as malas, fomos para o check-in e la fomos informados que devido á greve dos “maleiros” se é assim que posso denominar as pessoas que cuidam de nossa bagagem depois que ela parte para a esteira, se não for este o termo, e alguém se sentir ofendido, me desculpem realmente, mas não conheço outro termo mais correto para designar este cargo, mas bom, enfim, eles estavam em greve no dia da nossa viagem, então acho que estavam fazendo a operação padrão, ou operação tartaruga, enfim, por causa disso, vários voos estavam bem atrasados. Nosso voo sairia com duas horas de atraso, e a mulher do balcão nos informou que perderíamos nossa conexão em Toronto para o Brasil, e que era melhor pegarmos o voo no dia seguinte… Que? dia seguinte? depois de incomodar amigos para nos levarem no aeroporto durante semana, carregar dois carros com 10 volumes de bagagem, voltar pra casa ? Sem chance !! Ela então nos ofereceu ficar em um hotel em Toronto. Opa, hotel de graça e ainda com direito a dar um rolezinho em Toronto (que eu ainda não conheço), negócio fechado !!
Após uma hora e meia de espera, fomos finalmente para o hall de embarque e depois para aquela joça que chamaram de aeronave. Que o avião seria pequeno, não era novidade, mas… ao entrar, sentamos nos nossos lugares, olho pela janela, e uma enorme pá de hélice está lá parada olhando para mim, comento com a Su, olha que legal amor, ficamos bem na hélice !!! Mas exatos dois segundos e meio após ela começar a girar, a comunicação interpessoal foi cortada, pois o barulho era tanto que não se podia mais ouvir a pessoa que estava na poltrona ao lado da sua. Esse voo e o barulho consequentemente, durou apenas intermináveis duas horas. Na poltrona estava eu e a Rebecca, e atrás de nós, a minha sogra e a Susana com a Brigitte no colo. Agora imaginem-se no meu lugar, mas tem que imaginar durante duas horas, no meu ouvido esquerdo, um som de britadeira ensurdecedor produzido pela hélice, acima de mim, as portas dos bagageiros batendo como loucas, pois acho que elas estavam numa espécie de rincha com a hélice pra ver qual fazia mais barulho, e atrás fazendo um surround-sound, a Brigitte assustada com a hélice, que chorou sem exageros, da decolagem ao pouso, não me perguntem como uma menina de 3 meses conseguiu arrumar folego para chorar tanto, mas juro que ela não parou nem um minuto sequer de chorar, foram duas horas de choro no orelha, também coitada, até eu tava com vontade de chorar !!! Nunca fiquei tão feliz de sair de um avião assim na minha vida !!! Mas vamos tentar manter o foco da história relacionado ao título deste post. A parte ruim do trajeto, acabou ali, e depois disto, não tivemos mais problemas em viajar com a pequena.

Quando se viaja com bebês, tem-se duas opções, pagar um assento, que no nosso caso, sairia uns $ 1.200, ou levar ela no colo e pagar apensa $ 250 (em valores aproximados), e como não ganhamos na loteria ainda, escolhemos a segunda opção, mas, com isso, ela não tem direito á um assento (Dã!! Obvio), e a cadeirinha, carrinho, etc, transformam-se automaticamente em bagagem despachada (porão do avião), somente os carrinhos pequenos e dobráveis (tipo guarda-chuva) que são permitidos na cabine, mas como ela era pequena demais para esse tipo de carrinho, ela foi no nosso colo mesmo. Como acessório, contamos com o canguru, que para quem não conhece, é aquele suporte que você transforma seu filho em uma mochila, dai o nome canguru, pois você carrega seu filho em uma bolsa na sua barriga, e contamos também com uma almofada tipo C, que é mais usada para dar suporte durante a amamentação, mas que nos serviu direitinho durante o voo.

Como alegria de pobre dura pouco, chegando em Toronto (dentro do avião ainda), descobrimos que o voo de Toronto também estava atrasado e que para nossa (abre ironia) alegria (fecha ironia), não precisaríamos ficar em hotel, que daria tempo de pegar nossa conexão, bom…
De Toronto para São Paulo o voo foi mais tranquilo, depois de chorar tanto no voo anterior, a Brigitte tava cansada, conseguimos abrir a mesinha de alimentação, e juntamente com a almofada C, improvisamos um apoio para não ficarmos com os braços cansados demais, ela dormiu bem durante a viagem, acordou algumas vezes pra mamar e trocar de fralda, mas no geral ficou tranquila.
Nesse voo não conseguimos pegar a Basinet, que é um bercinho que eles montam dentro do avião, que normalmente tem apenas um por voo, e que neste caso, já estava reservado, para pega-lo, tem que reservar com muita antecedência (meses), e tem que insistir muito com os comissários.

Depois de 4 semanas em terras tupiniquins, pegamos um voo São Paulo – Toronto com direito ao bercinho, e nossa, que diferença, tive que brigar um bocado dentro do avião, mas valeu a pena… Eles só montam o berço depois que o avião decolou, quando já está tudo estável, mas tive que esperar muito, pois um ficou empurrando pra outro, depois tive que esperar passar o carrinho dos sucos e muito tempo depois, depois de reclamar com uns quatro comissários(as) diferentes, fizeram a instalação pra gente. Para tanto, você tem que ter reservado os assentos logo depois do banheiro central, pois é nessa parede que esse bercinho é preso. A Brigitte estranhou um pouco no inicio, mas com um pouquinho de insistência, ela acostumou e ficou no bercinho, nos dando chance de descansar um pouquinho. A parte chata deste voo, foi que teve um pouco de turbulência, ou de alarme falso de turbulência, pois eu realmente não senti muita coisa, e a parte chata, é que cada vez que o piloto anunciava uma possível turbulência, vinha uma aerochata nos pedir para pegar o bebê, pois se fosse uma turbulência forte, ela poderia sair voando, enfim, era chato pois as vezes ela tava dormindo gostoso e tinha que pegar ela e ficar no colo, ai ela acordava e resmungava, etc… Mas depois de algumas vezes, começamos a enganar as aeromalas, fingíamos que estávamos indo pegar ela do bercinho, ai elas iam embora, mas não pegávamos. Hehehe… Piloto chato, vou mandar ele pra rota Quebec – Toronto pra ele aprender o que é turbulência de verdade naquele turbo hélice maldito !! Por fim, o voo foi bem tranquilo. Chegando em Toronto fomos passar pela imigração, 1000 vivas para o inventor do canguru, pois é um verdadeiro hands-free pra quem tem que carregar um bebê, mas o tempo que perdemos pegando nossas bagagens pra poder fazer a troca de avião, acabamos chegando em cima da hora do nosso voo pra Quebec e perdemos a conexão, nada desesperador, pois tem voos a cada 40 minutos pela manhã, pegamos o próximo que… sim, foi um maldito turbo hélice também, mas acho que tava com a revisão em dia, pois não tremia tanto e nem estava tão barulhento assim.

Em relação á documentação para o bebê, é mais ou menos como a de um adulto, passaporte, bilhete, etc… tem direito a mala despachada e tudo mais… Algumas coisas mudam, caso apenas um dos pais estejam acompanhando a criança, pois ai precisa de autorização da parte que não está acompanhando, precisa de formulários extra, etc… Ainda não passamos por isso pra poder contar com detalhes como é.

Bom, logo escreverei como se faz para tirar os documentos (canadenses e brasileiros) para filhos de brasileiros que nascem aqui em terras geladas.

Abraços,

Até mais…

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